quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Viajante Desconhecido

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Era uma vez um homem. Alguém que havia cansado da maçante rotina a qual foi designado. Largou tudo de mão e foi-se. Simples assim. Com um meio de transporte peculiar, foi em busca de explorações, aventuras e tantas outras peripécias que existisse. Com sua adorável neta, a primeira companhia que escolheu, esse viajante começou uma jornada infindável pelas estrelas.

Em meio a tantos lugares, visitaram um planetinha azul e por ele a singela criança que acompanhava o viajante nutriu um afeto. Ela adorava os seres que ali viviam. Tão perseverantes, fortes, inteligentes, astuciosos! Tanto que ficou feliz com a companhia de alguns em suas aleatórias viagens com seu avô. E era apenas o início...

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Lições Magicamente Amigáveis

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Muitos dos atuais desenhos possuem como personagens animais antropomórficos, resgatando uma peculiar característica que propaga através do tempo, desde o princípio com Walt Disney e companhia. A diferença entre tais programas de ambas épocas é o limite da loucura que é adicionada em cada um. Com a propagação de uma preocupação às vezes infundada, entre outros fatores, não vemos mais a tão famigerada violência em formato lúdica, muito utilizada pelos Looney Tunes e Pica-Pau, só para citar os mais famosos, em que as crianças em estado de saúde adequado podiam ver os dispirocados personagens se esquartejarem, e estarem ilesos pouco tempo depois, sem que isso as afetasse de modo negativo.

Outro aspecto interessante eram as lições que certas animações passavam, como He-Man e She-Ra, com conselhos de ordem social, e Ônibus Mágico, com o didatismo de ambiente escolar sendo mostrado de forma imaginativa, criativa, divertida... É engraçado perceber que os atuais desenhos de indicação livre não terem tais aspectos e ignorarem completamente o que poderia ser o primeiro passo de uma visão crítica através de sutis, ou nem tanto, metáforas.

Nisso, My Little Pony retorna.

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Depois de histórias fracas e insossas que permearam o final do século XX nas animações de Meu Querido Pônei, no ano que finalizou a primeira década do século XXI, a franquia retorna com estilo completamente diferente daquele já visto. My Little Pony: A Amizade é Mágica, ou My Little Pony: Friendship is Magic, estreia em 2010 com novas ideias de Lauren Faust, cujo intuito foi criar uma série animada que ensinasse os filhos e agradasse os pais.

Provavelmente por causa do enorme apreço que Lauren possui pela franquia desde filhotinha e sua indignação pela situação feminina na maioria dos produtos culturais, onde são tratadas como meras coadjuvantes e raramente como protagonistas tão independentes e não-esteriotipadas quanto os homens, ela incubiu às personagens personalidades bem estruturadas e as envolveu em um cenário de predominância feminina, onde homens são a exceção, invertendo o estigma imposto por diversas obras.
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O resultado desse trabalho foi um belo desenho de temática cotidiana possuidor de lindíssima e encantadora estética, que se desenrola a partir de problemas criados pelas personagens principais: Twilight, a estudiosa; Raibow Dash, a destemida; Pinkie Pie, a extrovertida; Rarity, a glamurosa; Fluttershy, a delicada; Applejack, a trabalhadora. Cada qual com suas personalidades sendo melhor exploradas ao decorrer das temporadas, sem centralizar as abordagens inseridas em uma única protagonista, sempre com base na amizade, cuja importância é explicada já nos primeiros episódios do programa.

Envolto em uma louca técnica de animação, cuja leveza e graciosidade fazem o espectador esquecer que fora produzida em Flash, cada episódio escala uma das seis para protagonizar a estória da vez ensinando morais e bons costumes através de práticas inspiradoras, diálogos inteligentes e piadinhas adequadas. O enredo dos episódios, salvo raras exceções, é composto por propícias situações emblemáticas que requerem ajuda, que, ao decorrer da trama, são resolvidas com diversão e direito à diversas referências ao universo cultural estadunidense, principalmente. E no final a lição é traduzida das ações decorridas para palavras em um relatório, apenas para reforçar a ideia, quase que sem necessidade propriamente dita.

Enfim, uma série altamente recomendável para crianças, não as subestimando e divertindo adultos, inclusive. Um desenho animado de menina, o qual não merece ser tachado de inferior, apenas por não se enquadrar ao estigma sexista predominante em nossa atual sociedade, pois a qualidade de um todo é fantástica, repleta de conselhos bastante úteis para muito adulto que se considera esperto.

E mesmo assim, ainda há pessoas pensando que My Little Pony é o FiM.

Os Razandumbas
Leitura Recomendada
Amizade e Amor

Amizade, a Origem

Bem-Vinda à Manada: Análise de uma Feminista

Mulheres de Atenas (Música de Chico Buarque)

O Estranho Fenômeno de My Little Pony (Espanhol, sem legenda)

Papo de Cafeteria 2

Patriarquia

Preconceito e Quadrinhos

terça-feira, 21 de maio de 2013

Eu, Estático

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Hoje foi um dia estranho. Bem, hoje e ontem. Ou ontem e hoje. Sim, soa bem melhor.

Ontem quando fui ajudar um amigo em sua mudança encontrei um papel amassado com instruções do que parecia ser um ritual, e na hora das doze badaladas, embora não haja um desses relógios antigos por perto, eu o realizei como foi claramente dito, ou "instrucionado" no papel anteriormente amassado. Eu não passei ferro ou algo parecido no papel, mas com um jeitinho consegui deixá-lo desamassado. Logo depois eis que me deparo com uma cópia de mim estática. Uma cópia perfeita da minha pessoa, em estática! Aquela mesma que aparece na televisão quando um canal não está disponível.

Eu não mantenho um diário ou costumo escrever textos, tanto que estarei passando este para o amigo que estava de mudança, ele parece ter habilidade na escrita (ou, pelo menos, é o que dizem), para revisá-lo e corrigir o que for necessário. Espero que faça um bom trabalho. Sim, mesmo não tendo o costume de escrever resolvi fazê-lo, para tomar registro deste estranho experimento estático (não-físico, televisivo) em que estou vivendo.

Bem estranho por sinal, minha cópia não fala, apenas imita todas as minhas ações, à uns dois ou três metros de distância de mim. No início considerei como um fato engraçado, divertido, por assim dizer, mas agora está começando a ficar estranho. Digo, brincar de sombra cansa depois de um tempo. Ainda não contei aos meus pais, e procurei me desviar da presença deles para que não saibam disso. Espero conseguir me livrar do meu "eu estático" antes que venham me ver.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

É Querendo Sem Querer

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Eu quero muito conhecimento possuir
Mas sem que necessite pensar, refletir

Eu quero o preconceito e a ignorância combater
Mas sem que o medo e a preguiça eu deixe de ter

Eu quero que a hipocrisia logo cesse
Mas sem que mentirinhas eu não mais expresse

Eu quero propagar polêmicas em redes sociais
Mas sem que possa contribuir com algo mais

Eu quero um país melhor pra viver
Mas sem que nada eu precise fazer

Eu quero que a política não seja mais uma caca
Mas sem que nada de efetivo eu faça

Eu quero que essa corrupção acabe
Mas sem que o meu agradinho se safe

Eu quero que um dia o Brasil progrida
Mas sem que a minha pasmaceira agrida

Eu só não quero parar de reclamar
Porque assim não dá para aguentar

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Introdução

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Blogs são criados às centenas por dia, milhares talvez, contendo notícias, divulgações, conteúdo original e/ou seja mais o que for que esses incríveis seres conseguem elaborar. Bem, no meio dessa infinidade, inauguro mais um. Não busco reconhecimento, fama ou esperança de monetizar este espaço de individualidade que criei, como tentei com meu blog anterior. Percebi o quão inútil e infrutífero é isso, sem a determinação devida e tempo para dispor.

Este blog, ou espaço virtual, servirá apenas para eu divulgar certos pensamentos que possuo sobre o que eu desejar escrever e quiser que amigos e conhecidos possam tomar conhecimento. Simples assim. O que me lembra o nome deste espaço. Uma analogia à tudo que citei acima, idealizado em meados de 2010, em seu final, provavelmente. O Aniliquaga seria um espaço para expor minhas análises sobre animações, literatura, quadrinhos e games (nem pergunte), as centralizando em um único espaço, assim não precisando realizar comentários em diversas áreas da Internet. Variadas divulgações de tais produtos do entretenimento seriam feitas também, e como um espaço virtual de outrora, visava grande alcance. Desisti tão logo percebi que não conseguia manter nem um espaço virtual atualizado frequentemente. As atividades inicialmente pensadas para serem exercidas neste espaço se foram, mas o nome ficou. Agrada-me.

Retomei a ideia de ter um espaço para disponibilizar textos de minha autoria em público um pouco depois de anunciar que ia parar com meu antigo espaço, quando percebi o apreço que possuo em dissertar pensamentos em uma certa plataforma virtual. Então aqui estou.

Não pretendo manter uma programação definida ou uma frequência certa de atualização com o Aniliquaga, apenas publicarei um novo artigo quando eu puder e desejar fazer, por isso desaconselho o acompanhamento assíduo. Apesar de ter mudado de ideia posteriormente...

"Ninguém é tão pequeno que não tenha algo a ensinar, e nem tão grande que não tenha algo a aprender." - Blaise Pascal

P.S.: Acesse Leitura Primorosa, Divulgação Cultural e Entretenimento Auditivo para conhecer exímios conteúdos da Internet.